Quem vê a moda como mais que uma
bolsa nova ou mania de sapatos, sabe que toda e qualquer manifestação de comportamento
precisa ser observada, sem julgamento e desprovida de preconceito. Tudo ao
nosso redor pode gerar o que mais tarde chamaremos de tendência, e que
provavelmente vai virar moda lá na frente. Estar conectado no mundo torna-se
uma necessidade. Saber o que as pessoas estão pensando, sentindo e demonstrando,
passa a ser um termômetro para diversas áreas. Arte, música, literatura,
decoração, design e cinema absorvem esse comportamento e o transformam em
emoção, para logo ali na frente, virar desejo e ser consumido por aqueles que
querem ser iguais a seus iguais e diferentes de seus diferentes. Olhando tudo
isso, começamos a entender todo o processo e perceber que moda é muito mais do
que uma vitrine de roupas e acessórios. Moda é comportamento. Exemplo disso é o
estilo retrô, talvez por nos remeter à segurança do passado, ou simplesmente
por nos proporcionar uma nostalgia acolhedora.
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| Vogue japão / Verão 2013 |
O fato é que gostamos não só de
visualizar o futuro, mas de olhar para trás e perceber tudo que aconteceu até
os dias de hoje. Podemos observar melhor o trabalho de artistas plásticos,
músicos, designers, estilistas e diretores de cinema que retratam tempos muitas
vezes não tão bons, mas que significaram muito para nossa evolução social,
cultural e emocional. Um desses trabalhos vai ser a sensação desse ano. O filme
“The Great Gatsby”, dirigido por Baz Luhrmann e estrelado por Leonardo
DiCaprio, Tobey Maguire e Carey Mulligan entre outros. É a quinta adaptação
para o cinema do romance de mesmo nome escrito pelo americano F. Scott
Fitzgerald.
O legal é que além de podermos
ver o comportamento dos famosos “anos loucos”, os anos 1920, veremos 40 vestidos
assinados por Miuccia Prada, jóias Tiffany e trilha sonora de Bryan Ferry e
Jay-Z. Apesar do filme ser ambientado na década do jazz, sua trilha não se
limita ao estilo. Entre os que compuseram para o longa, estão Florence and The
Machine, Lana Del Rey e The XX. Beyonce
e Andre 3000 (do OutKast) regravaram “Back to Black”, de Amy Winehouse. Jack
White fez nova versão de “Love is Blindness”, do U2; enquanto a escocesa Emeli
Sandé e a The Brian Ferry Orchestra deram nova roupagem para “Crasy in Love”,
de Beyonce. O filme estreou nos Estados Unidos na semana passada e no Brasil vai ser em junho.
Se não virar moda, pode ter certeza que é história.


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