segunda-feira, 13 de maio de 2013

A história tá na moda


Quem vê a moda como mais que uma bolsa nova ou mania de sapatos, sabe que toda e qualquer manifestação de comportamento precisa ser observada, sem julgamento e desprovida de preconceito. Tudo ao nosso redor pode gerar o que mais tarde chamaremos de tendência, e que provavelmente vai virar moda lá na frente. Estar conectado no mundo torna-se uma necessidade. Saber o que as pessoas estão pensando, sentindo e demonstrando, passa a ser um termômetro para diversas áreas. Arte, música, literatura, decoração, design e cinema absorvem esse comportamento e o transformam em emoção, para logo ali na frente, virar desejo e ser consumido por aqueles que querem ser iguais a seus iguais e diferentes de seus diferentes. Olhando tudo isso, começamos a entender todo o processo e perceber que moda é muito mais do que uma vitrine de roupas e acessórios. Moda é comportamento. Exemplo disso é o estilo retrô, talvez por nos remeter à segurança do passado, ou simplesmente por nos proporcionar uma nostalgia acolhedora.


Vogue japão / Verão 2013

O fato é que gostamos não só de visualizar o futuro, mas de olhar para trás e perceber tudo que aconteceu até os dias de hoje. Podemos observar melhor o trabalho de artistas plásticos, músicos, designers, estilistas e diretores de cinema que retratam tempos muitas vezes não tão bons, mas que significaram muito para nossa evolução social, cultural e emocional. Um desses trabalhos vai ser a sensação desse ano. O filme “The Great Gatsby”, dirigido por Baz Luhrmann e estrelado por Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire e Carey Mulligan entre outros. É a quinta adaptação para o cinema do romance de mesmo nome escrito pelo americano F. Scott Fitzgerald.




O legal é que além de podermos ver o comportamento dos famosos “anos loucos”, os anos 1920, veremos 40 vestidos assinados por Miuccia Prada, jóias Tiffany e trilha sonora de Bryan Ferry e Jay-Z. Apesar do filme ser ambientado na década do jazz, sua trilha não se limita ao estilo. Entre os que compuseram para o longa, estão Florence and The Machine, Lana Del Rey e The XX. Beyonce e Andre 3000 (do OutKast) regravaram “Back to Black”, de Amy Winehouse. Jack White fez nova versão de “Love is Blindness”, do U2; enquanto a escocesa Emeli Sandé e a The Brian Ferry Orchestra deram nova roupagem para “Crasy in Love”, de Beyonce. O filme estreou nos Estados Unidos na semana passada e no Brasil vai ser em junho. Se não virar moda, pode ter certeza que é história.  



Nenhum comentário:

Postar um comentário